É isto que me cabe.
Dentro disso é necessário caber
até que tudo se acabe.
Mas há nisso uma espécie de prazer,
uma volúpia esguia,
impalpável, difícil de dizer,
feito uma melodia
que se escutou e depois esqueceu,
porém retorna um dia,
inconfundível: sim, este sou eu,
e eis aqui o meu palácio
que construí, e agora é todo meu:
um só andar, um passo
de frente e um de fundo. É um bom espaço.
domingo, 1 de agosto de 2010
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lindooo
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